terça-feira, 27 de março de 2012

O Cachorro e o Menino - Poema do 1º ano A Manhã

O CACHORRO E O MENINO


O CACHORRO QUERIA  QUE QUERIA
EMTRA DEMTRO DO MENINO

MAS O MENINO NÃO QUERIA QUE O CACHORRO EMTRACE
SAI CACHORRO NÃO ENTRA NA MINHA PANÇA

1ºANO A

Na versão acima a escrita das crianças  foi preservada.


O CACHORRO E O MENINO

O CACHORRO QUERIA QUE QUERIA
ENTRAR DENTRO DO MENINO

MAS O MENINO NÃO QUERIA QUE O CACHORRO ENTRASSE
SAI CACHORRO NÃO ENTRA NA MINHA PANÇA.





A INSPIRAÇÃO:
“O CACHORRO VIRA-LATA
QUERIA QUE QUERIA
ENTRAR DENTRO DE UM INSETO.
MAS A LATA NÃO DEU INTEIRA
DENTRO DO INSETO.
O RABO FICOU DE FORA".

EM: CANTIGAS POR UM PASSARINHO À TOA, MANOEL DE BARROS, ED. RECORD:2003, RIO DE JANEIRO.


POESIA: PARA BRINCAR DE FAZ DE CONTA - Grupo 3 Tarde

Parte I : O Primeiro contato. Os primeiros dias com Manoel.

Manoel de Barros entrou na escola pela porta da Semana Literária trazendo o imaginário, o lúdico.
Nos inspiramos - educadores e crianças.


Uma pergunta anunciou o início do encantamento:

- O que é poesia?

Uma criança respondeu:

- É assim ó, pega um pouco de farinha, mexe...

Outras buscaram:
Olharam para o lado, pra cima, colocaram o dedo no queixo, viraram os olhos.

Uma figura então aparece:
O livro.





É grande, tem muitas páginas, letras miúdas.
Ele pega os pequenos pela imagem do curioso.

E a figura tem nome. O nome dela é Manoel.
Manoel de Barros. Neste caso, "Manoel de Barros - Poesia Completa".


E o livro recita mais que conta.

E as primeiras palavras lidas se aconchegaram no colo das crianças:






POESIA É VOAR FORA DA ASA

Assim que tomaram esse copo de ideia, coçou a orelha. Algo surgia no pensamento infantil.

E disseram:

- Não! É voar com a asa! 

Da ASA passamos ao VENTO.

Como as palavras formam imagens o vento perdeu seu reino para hilária rainha BUNDA e seu
companheiro rei - dolorido UI.


VENTO

Se a gente jogar uma pedra no vento
Ele nem olha para trás.
Se a gente atacar o vento com enxada
Ele nem sai sangue da bunda.
Ele não dói nada.
Vento não tem tripa.
Se a gente enfiar uma faca no vento
Ele nem faz ui.
A gente estudou no Colégio que vento
é o ar em movimento.
E que o ar em movimento é vento.
Eu quis uma vez implantar um costela
no vento.
A costela não parava nem.
Hoje eu tasquei uma pedra no organismo
do vento.
Depois me ensinaram que vento não tem
organismo.
Fiquei estudado.



Risos, sorrisos e gargalhadas.



Até uma das crianças dizer:

- Vento não tem bunda!

E surgem algumas novas ideias
sobre o que é poesia:


­- É assim põe roupa...
- Põe uma bunda.
- É um carro.
­- Um lobo

- Uma maçã.  







Manoel de Barros entrou.
­

A gente fechou a porta assim ele fica mais um pouquinho.

MANOEL DE BARROS..... Grupo 2C Tarde



QUEM É ELE?
ESSE HOMEM DA FOTO.

O QUE ELE FAZ?
ESCREVE POESIAS.
E O QUE É POESIA?
UM JEITO “BONITO DE ESCREVER”

ASSIM APRESENTEI ESSE QUERIDO POETA QUE NA NOSSA SEMANA LITERÁRIA FICA EM SALA COM O GRUPO 2 E POR TODA NOSSA ESCOLA. O GRUPO 2 FALA POUCO, A FALA ESTÁ COMEÇANDO  A SURGIR....MAS OLHA MUITO...OLHARES CURIOSOS...OLHARES QUE PERGUNTAM...QUE FALAM DA SUA MANEIRA!



NO LIVRO:


“ MEMÓRIAS INVENTADAS PARA CRIANÇAS”
AS IMAGENS CHAMARAM MUITO A ATENÇÃO DE TODOS.
SABEM QUEM  DESENHOU? QUEM  ILUSTROU?
MARTHA BARROS A FILHA DE MANOEL DE BARROS.
“NOSSA QUANTOS PASSARINHOS”
“QUANTOS PEIXES”
“TEM MUITA COISA”
“TEM CORES”
E ASSIM UMA LONGA RODA DE OLHARES CURIOSOS SE FORMOU!
 






JUNTO COM O OLHAR, A ESCUTA, O OUVIR !






ESSE CD CHEGA EM SALA...POESIAS MUSICADAS....GOSTOSO DE OUVIR!
 E ASSIM O NOSSO GRUPO 2 VAI DESCOBRINDO...OLHANDO...ESCUTANDO
UM JEITO DIFERENTE DAS PALAVRAS CHEGAREM...
UM JEITO QUE DEIXA A GENTE MAIS FELIZ! MAIS VIVO!
BEM VINDO À NOSSA SEMANA LITERÁRIA!
GRUPO 2 C MÁRCIA E PATRICIA

segunda-feira, 26 de março de 2012

Ilustrações - 1º ano C

“O CACHORRO VIRA-LATA
QUERIA QUE QUERIA
ENTRAR DENTRO DE UM INSETO.
MAS A LATA NÃO DEU INTEIRA
DENTRO DO INSETO.
O RABO FICOU DE FORA."

EM: CANTIGAS POR UM PASSARINHO À TOA,
MANOEL DE BARROS, ED. RECORD:2003, RIO DE JANEIRO.”







"O inseto estava em cima da lata e o cachorro pensou que podia pegar ele dentro da lata. E ele estava balançando o rabo" (aluna Serena 1ºC)


PERALTAGEM
"O CANTO DISTANTE DA SARIEMA
ENCOMPRIDAVA A TARDE.
E PORQUE A TARDE FICASSE
MAIS COMPRIDA A GENTE
SUMIA DENTRO DELA.

E QUANDO O GRITO DA MÃE
NOS ALCANÇAVA A GENTE
JÁ ESTAVA DO OUTRO LADO DO RIO,

O PAI NOS CHAMOU PELO BERRANTE.
NA VOLTA FOMOS ENCOSTANDO PELAS
PAREDES DA CASA PÉ ANTE PÉ.
COM RECEIO DE UM CARÃO DO PAI.

LOGO A TOSSE DO VÔ ACORDOU
O SILÊNCIO DA CASA.
MAS NÃO APANHAMOS NEM.
E NEM LEVAMOS CARÃO NEM.
A MÃE SÓ QUE FALOU QUE EU IRIA VIVER
LESO FAZENDO SÓ ESSAS COISAS.
O PAI COMPLETOU:
ELE PRECISAVA DE VER
OUTRAS COISAS
ALÉM DE FICAR OUVINDO
SÓ O CANTO DOS PÁSSAROS.
E A MÃE DISSE MAIS:
ESSE MENINO VAI PASSAR A VIDA
ENFIANDO ÁGUA NO ESPETO!
FOI QUASE."
MANOEL DE BARROS, EXTRAÍDO DO LIVRO
“MEMÓRIAS INVENTADAS PARA CRIANÇAS”
"A mãe estava desesperada,
porque o filho estava do outro lado do rio.
 O filho atravessou a ponte e ouviu a mãe com o berrante.
 E formou um arco-íris em cima da casa.
Estava chovendo"
(aluna Helena Monteiro -1ºC)

Semana Literária - 26 a 31 de março